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Retrospectiva ~Fechado para Balanço~

<quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 

O ano de 2008. E que ano ele foi. Vimos o primeiro presidente negro americano (que será assassinado dez minutos depois de receber a posse). Vimos o Dólar ficar à R$ 1,50... Só para depois a bolsa cair e ele ficar mais caro do que uma passagem de ônibus. Vimos Saddam Hussein, Derci Gonçalves, Michael Turner, entre outros amigos meus, falecerem; Nós, os vivos, só podemos honrar os mortos de uma única forma: vivendo. Eu poderia listar todos os grandiosos eventos do ano, mas a Globo faz isso melhor do que eu (e com apresentadoras bonitas). Então, aqui falarei sobre o que nem a Globo nem outra emissora, site ou fotonovela falará: sobre o MEU ano.
Na área da saúde... Foi um bom ano. Mais ou menos. Quer dizer, por muito pouco meu problema na perna não é resolvido... Mas como sempre, meu “azar” foi mais forte.
Azar. Uma palavra que eu não aprecio. Não gosto de imaginar que nossas vidas são decididas como partidas de poker. Que estamos largados a própria sorte. “Sorte”, a irmã gêmea “boazinha” do Azar.
Não, não acredito em Sorte, mas não posso aceitar a existência do Destino. Qual a nossa finalidade se nossa vida está toda programada? Qual nossa utilidade, se não fazer a máquina do mundo girar? Não, não aceito a idéia de que as “coisas” estão fadadas a acontecer. Acredito, porém, no conceito de Hitsuzen (必然): A idéia de que uma ação é inevitável pois sem ela, outros eventos relacionados no futuro não podem acontecer. Dessa forma, todas as decisões e ações são relacionadas, e não pode haver coincidência, somente hitsuzen (descaradamente copiado de xxxHolic).
Tendo isso em mente... Vamos a outro tópico: Decisões difíceis. Foi um ano de decisões importantes e... Peraí, não são todas as decisões importantes? Ao escolhermos A ao invés de B, estamos alterando o caminho que seguiremos, não é? Bom, pelo menos foi isso que eu tentei passar em quase todas as minhas crônicas (percebi que eu sempre aperto essa tecla). É o que hitsuzen quer dizer. Óbvio, há decisões fáceis e decisões difíceis, mas... No fundo, decisões são decisões. Da roupa que você usará amanhã à dar procedência ao seu objetivo de vida. Eu? Acho que o mais importante na minha vida foi me desligar do que não estava funcionando. Como diria a Força Fênix (referência obrigatória aos X-Men), tudo que está estagnado deve ser eliminado para que algo novo surja. E eu fiz muito disso; não totalmente, talvez por saudosismo, mas sei que, eventualmente, será inevitável.
Inevitável também é mencionar a parte material. Foi um bom ano. Consegui coisas legais. Mas isso traz felicidade? Não. É esquisito (e eu até diria engraçado) que as pessoas sempre acham que ter “posses” traz felicidade. Que ter o carro do ano ou o computador mais avançado ou o celular mais fodão te fará uma pessoa mais feliz. Elas falham em ver que a verdadeira felicidade independe de dinheiro ou de bens. Como diria a música tema do Metal Gear Solid 2 (“Can’t Say Goodbye to Yesterday”) “por que cada um de nós não pode ver que as melhores coisas da vida são gratuitas?”
Ainda não consegui me livrar da minha faculdade (e estou meio longe disso ainda) e, por extensão, do meu emprego. Eis duas coisas estagnadas que eu preciso resolver.
No fim, faço as contas. Peso o “bom” e o “ruim”, incluindo o que não escrevi aqui. Penso, conto, reconto e repenso. Foi um bom ano? Meus objetivos de vida, eu os alcancei? Pelo menos os objetivos do ano? Não sei. O “ano” depende do seu humor. Num bom dia, você verá que foi um ano maravilhoso, onde você aproveitou onde pode, se divertiu e se descontraiu. Em dias ruins, você verá péssimos momentos, tristeza e saudosismo. Então, do que vale ficar olhando para trás? O melhor que fazemos é pegar os troféus e os restos dos nossos sonhos estilhaçados e seguirmos em frente, sabendo que o próximo ano será igualmente maravilhoso, assustador e terrível.
Adendo – Minhas Promessas para o Ano que Vem que Eu Provavelmente Não Cumprirei: Apesar do nome, nunca faço promessas... Não do tipo “vou arrumar minha vida” ou “vou arranjar um emprego melhor” ou “vou cortar meu cabelo” ou “vou parar de assistir filmes com seringa”... Mas sempre faço a mesma promessa: “Serei melhor do que eu fui ano passado”.

Vociferado por Shimura-Aniki
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