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Relatividade ~Time and Time Again~

<quarta-feira, 28 de maio de 2008 

“O segundo braço do relógio começa a andar”.

É uma das minhas frases prediletas numa música. Na situação, ele está olhando a pessoa que ama, e percebe que o tempo está “indo mais rápido”. Mas está mesmo? Quero dizer, fisicamente, é impossível... Ou não é?

Não foi a música que me fez pensar nisso, mas meus fios brancos de cabelo. Enquanto passava o pente em meus cabelos (afinal, “pentear” é uma ação completamente diferente), não pude deixar de perceber a quantidade crescente de fios brancos. E comecei a refletir. “Marcas do tempo”, ouvi uma vez. Mas o que é o tempo, afinal?

“O tempo é o regulador da vida” me disse o Wikipedia. Ele prossegue, me entediando com explicações lógicas e cientificas sobre o que é o tempo. Aí, quando fico realmente frustrado com sua lógica, deixo-o de lado, enquanto ouço seus gritos de “você vai voltar, você sempre volta quando precisa de mim”. Maldição, nisso, o Wikipedia tem razão. Bom, eu sei algumas coisas, como “o que realmente é um ano” e coisas assim. Sei toda a lógica e a teoria. Mas as coisas não funcionam como queremos.

“Dezoito anos é a idade de razão” me disseram. Bom, quando eu tinha dezoito, já tinha passado por todo tipo de experiência, então não me sentia mais maduro do que já estava. Conhecia pessoas mais velhas que ainda repetiam os mesmos erros da adolescência. A maturidade realmente vinha com a idade? Quantas vezes não ouvimos (ou mesmo falamos) “ele ainda tem quinze, é muito jovem!” ou “ele já tem vinte e cinco, já velho o suficiente para saber!”? Percebi que era uma questão que ia além disso.

Foi quando a música adentrou em minha cabeça, e lá ficou. Já percebeu como o tempo parece, por vezes, relativo? Às vezes, são minutos que parecem segundos, como quando você está num parque de diversões; outras vezes, são minutos que parecem horas, como os cinco minutos do Freeza.

Meu lado racional aparece. Me diz o quanto isso é óbvio. “Tudo depende do seu estado de percepção” ou algo assim. Tento ignorar. Racionalizar um texto essencialmente emocional é como comer batata frita com calda de chocolate: Não é ruim, mas fica muito esquisito... O que foi? Nunca comeram? De qualquer forma, eu concordo com ele. Quando estamos nos divertindo, o tempo PARECE passar mais rápido, pois estamos distraídos. Quando estamos entediados, o tempo passa “devagar”, pois queremos que ele passe rápido, por isso prestamos mais atenção nele.

Por mais breve que pareça, os bons momentos nos proporcionam memórias. Infelizmente, as más também. Memórias que sempre nos lembraram do melhor e do pior que podemos oferecer. Memórias que nos definirão como pessoas, indivíduos. Que nos guiarão, nos formarão e nos influenciarão. No fim, talvez a melhor maneira de realmente contar a idade seja pelo numero de experiências e memórias que temos.

Ainda posso ouvir meu lado racional “racionalizando” o tempo. Mas, nesse momento que escrevo, prefiro romantizar o processo. Prefiro pensar que os bons momentos devam passar rápido, pois é assim que eles devem ser. Os bons momentos devem ter um fim, tornarem-se memórias, para que novos bons momentos surjam e novas recordações nasçam. As más memórias devem ser longas, pois elas evitarão que cometamos os mesmos erros novamente.

Parei de passar o pente nos meus cabelos. Tinha novas memórias para criar.


Vociferado por Shimura-Aniki
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